12.2.09

Ed. Sexual nas escolas versão PS

O PS apresentou hoje no Parlamento um projecto para impor a inclusão obrigatória da Educação Sexual nas escolas. Lá voltamos nós a ver os socialistas com a mania que eles é que sabem o que é bom para os alunos…e não há diferenças, eles sabem o que é bom, e o que é bom nas escolas do Porto também é na escola de Carrazeda de Ansiães. Como não podia deixar de ser, e tendo sido uma das suas bandeiras enquanto líder da JS, este projecto tem como primeiro subscritor Pedro Nuno Santos que, segundo o próprio, quer garantir que a ed. sexual seja mesmo dada nas escolas. Agora pergunto eu, e se os pais das crianças não quiserem que elas aprendam ed. sexual na escola? Não tem nada a ver com isso porque os senhores deputados socialistas sabem melhor que eles o que os seus filhos precisam!

Eu até sou a favor de que haja ed. sexual nas escolas, mas só naquelas escolas que quiserem ter ed. sexual nos seus currículos. Aquilo que não concordo minimamente é com estas “leis” que obrigam a que o formato seja standard para todo o país.

16 comentários:

Barraka Obama disse...

porque não pelo país todos? porque uns podem aprender e os outros não?!?
porque meia dúzia de pais assim o quiseram?
Algo vai mal nessa análise.

Nuno Silva disse...

Caro Barraka Obama
Todos podem aprender, basta que os pais das crianças os ponham a estudar nas escolas que tenham no currículo essa disciplina, ou podem mostrar através das Assembleias de Pais que desejam essa disciplina leccionada na escola em questão, basta que as intuições funcionem. Quanto à segunda pergunta "porque meia dúzia de pais assim o quiseram?", se forem meia dúzia de pais a não quererem concordo que seja leccionada, mas também lhe pergunto, e se forem só meia dúzia de pais a quererem??? deve-se leccionar na mesma ou a sua indignação também funciona no reverso da medalha???

Nuno Silva disse...

No entanto, visto que é possível não se ter percebido, o modelo que defendo no texto não é uma realidade.
Neste momento com o modelo educacional em vigor, não dá para fazer aquilo que defendi no post, ou seja, as escolas escolherem segundo os desejos das comunidades o currículo que deve vigorar...

Rui Moreira disse...

Como é possível alguém (jovem) ignorar a necessidade de uma obrigatoriedade de uma disciplina curricular de Ed. Sexual nas escolas?

Tiago Loureiro disse...

É possível quando esse alguém (seja jovem ou não) acredita que o sistema público de educação deve ser baseado na liberdade de escolha, e que as escolhas são reflexo as necessidade de cada um. Liberdade de escolha de alunos, encarregados de educação e, obviamente, estabelecimentos de ensino. Se a Ed. Sexual for opcional, umas escolas incluem-nos nos curricula e outras não. E os alunos e os pais fazem a escolha da escola, nomeadamente, com base nisso. Simples, não?

Edgar Ribeiro disse...

"Neste momento com o modelo educacional em vigor, não dá para fazer aquilo que defendi no post" - Nuno Silva

Se calhar deixas de utopias em que as instuições funcionam na perfeição e em que os pais se preocupam com a ed. sexual dos filhos. Já agora, Não é precisamente por não se preocuparem que se pretende que seja leccionada na escola?

Por opção suspeito que se manteria quase tudo na mesma.

Nuno Silva disse...

Caro Edgar Ribeiro
Eu não peço que as instituições funcionem na perfeição, só peço que funcionem! Isso não me parece que seja utópico, muito pelo contrário. "Não é precisamente por não se preocuparem que se pretende que seja leccionada na escola?" Como escrevi no post, não sou contra que se leccione, até sou a favor e se tivesse filhos, provavelmente queria que tivessem ed. sexual na escola. Mas há que entender que, por vários motivos, muitos deles legítimos, existem pais que não querem e sou contra que o governo impinja a tudo e todos a ed. sexual! Sou a favor da liberdade de escolha dos pais, das comunidades e das escolas!

Edgar Ribeiro disse...

Obrigado pela resposta, Nuno Silva.

"Sou a favor da liberdade de escolha dos pais, das comunidades e das escolas!"

Também eu optaria por tal se a realidade fosse outra.

Suponho que existem duas principais razões para os pais querem recusar ed. sexual nas escolas.
Primeiro que ensinar educação sexual nas escolas poderá levar ao ao início da vida sexual precoce. E ainda que abstinência como única opção.

Eu não partilho da mesma opinião e que para além da incentivar a abstinencia sexual em menores se deve ensinar metódos de contracepção nas escolas.

"Many leading health organizations such as the WHO,
American Medical Association, and UNAIDS have found that teaching students about safe sex practices, in
addition to abstinence, helps to delay first-time sex among teenagers."
http://www.incite-pictures.com/resources/factsheet.pdf

Outra é que poderá ir contra os valores que os pais queiram transmitir aos seus filhos. Mas independente disso deviaria ser obrigatório a todos os estudantes. Principalmente devido a que não podemos confiar nos pais para darem educação sexual aos filhos.

A ed. sexual consiste em informar e transmitir factos. Estes que em vez de serem finalmente abordados uma disciplina em separado poderiam ser integrado numa disciplina já existente, relacionada com anatomia humana e doenças...

Para qualquer outro caso em "circunstancias especiais", poderia-se possibiliar os alunos não frequentarem a disciplina. Isto se devidamente justificado.

Também não podemos deixar de fora o caso, em que por opção os pais poderão preferir que os filhos não tenham educação sexual na escola mas depois esta não é fornecida pelos pais.

Mas seguindo a tua opção ou em casos especiais, como seria a ed. sexual garantida? Sugiro que teriam que submeter-se a exame ou algo do género. Pois é critico que essa educação sejam transmitida, e que a opção não seja de se é ou não mas antes de como essa informação é transmitida (pelos pais ou na escola).

Nuno Silva disse...

Caro Edgar
quanto às razões pelas quais pais não querem que seja ensinada ed. sexual nas escolas concordo que essas sejam as principais mas haverá outras com certeza legítimas.
Só tenho dois "problemas" com o seu post:

1)"Para qualquer outro caso em "circunstancias especiais", poderia-se possibilitar os alunos não frequentarem a disciplina. Isto se devidamente justificado." Eu nem quero imaginar a burocracia que isto não criaria!

2)"Outra é que poderá ir contra os valores que os pais queiram transmitir aos seus filhos. Mas independente disso deveria ser obrigatório a todos os estudantes. Principalmente devido a que não podemos confiar nos pais para darem educação sexual aos filhos." Então não podemos confiar aos pais a educação dos filhos? Então é a quem, ao Estado? Esta afirmação que faz é demasiadamente grave! É o mesmo que dizer que você tem filhos e não competência para os educar!!!

Edgar Ribeiro disse...

"Eu nem quero imaginar a burocracia que isto não criaria!"

Se as instituições funcionacem não deveria haver grande problema...
Eu não dei o devido tempo para pensar sobre isso, é apenas uma sugestão diria antes uma possibilidade que suspeito nem haverá. Seria algo extra, disponivel, apesar de poderer que possivelmente os pais terem que se "chatear" a faze-lo... Mas seria casos "especiais".


"Esta afirmação que faz é demasiadamente grave! É o mesmo que dizer que você tem filhos e não competência para os educar!!!"

Concordo que é uma afirmação grave, mas não é o mesmo que dizer isso. É dizer que os números levam-me a concluir que assim o é. Que não se pode confiar aos pais (em geral) a tarefa de dar educação sexual. Se assim fosse não seria necessário haver na escola nem nunca este tema teria seria abordado. E não se trata em muitos casos de falta ou não de competência...

Se alternativamente a frequentarem a disciplina realizarem exames sobre tal educação sexual, não vejo grandes problemas. Mas que mandatoriamente tenha que estar disponivel em todas as escolas.

Possibilitar as escolas não lecionarem educação sexual é minar a distribuição dela. Como já mencionem, suspeito que se assim fosse a maioria das escolas possivelmente não teriam alunos sufecientes para formar turmas ou outras complicações. Como alunos por uma disciplina terem que frequentar escolas distantes, etc, etc...

Edgar Ribeiro disse...

Peço desculpa pelos texto descuidado e repleto de erros.

Queria ainda adicionar que dar a opção de escolha às escolas de disponibilizarem ou não a disciplina e ainda de os alunos frequentarem ou não retira importância desta disciplina. Correndo o risco de não ser levada a sério, etc...

Nuno Silva disse...

Caríssimo
Quando eu digo que a escola deve escolher, não me refiro somente a ed. sexual. Refiro-me a todas as disciplinas não nucleares (ou seja, todas à excepção de Português, Matemática, Ciências e Inglês).
Assim,a escola A oferecia música no currículo enquanto que a B poderia ter Teatro, a C Espanhol,e por ai fora.
Por isto mesmo, não posso concordar com a obrigatoriedade de nenhuma disciplina que não seja as nucleares.
Se já achava que o que eu dizia fazia pouco sentido, provavelmente depois deste comment achará ainda mais!

Edgar Ribeiro disse...

Nem por isso...

Repara que eu limitei-me a falar da educação sexual. E por mim esta bem poderia estar integrada numa das diciplinas de ciências, provavelmente tendo que retirar uma outra coisa do programa para colocar lá esta.

E visto teres incluido as ciências como disciplina nucleares. Partilho da opinião que apartir de certo ponto (7ºano?), poderia haver uma maior escolha entre o que incluir no curriculo.

Poderás então dizer que a educação sexual não faz parte nem deverá fazer parte da matéria de ciências... Aí discordamos.

Como já disse, também a uma maior possibilidade de escolha dos curriculos seria algo a perseguir.

Contudo, na situação em que nos encontramos, com o sistema que temos. A melhor opção é, na minha humilde opinião, a que está a ser feita, uma disciplina à parte com carácter mandatório. Mas reconheço que, como já disse, poderia ser apenas mandatório a sua disponibilidade em todas/quase todas as escolas e alternativamente realizado um exame em vez de frequentar a disciplina, e ainda a possibilidade de não ser feita em casos especiais.

Nuno Silva disse...

"Poderás então dizer que a educação sexual não faz parte nem deverá fazer parte da matéria de ciências" Alguma parte do que seria uma disciplina de ed. sexual já faz parte da matéria de Ciências, a parte do sistema reprodutor que acabaria sempre por ser dada também em ed. sexual.
Além disso, se fores ver a notícia sobre a proposta do PS que critico, nem sequer se pode dizer que é uma disciplina pois só tem a obrigação de ter 12 anuais! Para quem queria instruir os miúdos como deve ser, a proposta deles fica um bocado aquém!

Nuno Silva disse...

*só tem a obrigação de ter 12 horas anuais! Para quem queria instruir os miúdos como deve ser, a proposta deles fica um bocado aquém!

Edgar Ribeiro disse...

Não me parece ser assim tão mau 12 horas anuais... De reparar que pretendem que seja dada desde o básico até ao secundário abordado os tempos indicados para a respectiva idade. Ou seja, suponho 12*8 (96) horas no total...

Julgo que se verifique serem insufecientes que tal se pode alterar, mas como não sei o programa em detalhe, nem tenho nenhuma menstrado em educação...

Melhor que nada :P