21.2.09
20.2.09
Daquelas que eu gosto muito...
Dúvida do dia*
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*Dúvida de Meira Fernandes, hoje na Comissão Parlamentar sobre o BPN.
Porto sentido

19.2.09
Educação sexual nas escolas
Sinceramente, apesar de não conhecer em que moldes será leccionada, não percebo a utilidade da disciplina de educação sexual nas escolas. Se fosse através de seminários de participação opcional, como na faculdade, ainda entendia; mas como uma disciplina a englobar um leque de muitas outras não vejo a sua utilidade. Parece-me útil que se disponibilize o máximo de informação possível aos jovens sobre todas as temáticas que envolvam a sexualidade no estrito âmbito da saúde sexual e da prevenção de comportamentos de risco – perspectiva utilitária. Acho que alguns seminários sobre o tema seriam adequados; caso contrário, o que me parece é que o Estado quer alargar o seu âmbito de actuação: quer “mandar” no mais íntimo e pessoal do ser humano. No meu tempo de estudante do ensino básico – tempo distante! - existia o projecto área escola (em boa verdade não se fazia nada!) que era suposto ser uma “área curricular não disciplinar”. Porque não aproveitar este enquadramento, se é que ainda existe, para fornecer informação aos jovens aos mais variados níveis? A educação sexual seria uma das temáticas entre muitas outras. Isto iria, inclusive, permitir recorrer a formadores externos em certas matérias mais específicas com poupança de recursos de tempo. A escola serve, essencialmente, para fornecer saber disciplinar aos estudantes. Tudo o que vá além disso, regra geral, dá asneira. E o problema da escola pública nos últimos tempos é, a meu ver, essa intenção de transformar a escola numa espécie de substituição da família. Exige-se aos professores que sejam encarregados de educação, o que, como é óbvio, por um lado, não transforma os professores em encarregados de educação, e por outro, fá-los piores professores.
As minhas dúvidas em relação à educação sexual nas escolas não têm nada que ver com conservadorismo moral, muito pelo contrário. O que eu não quero é que o Estado venha com a sua moral para cima dos cidadãos.
TSU e Salário Mínimo
No entanto, muito provavelmente, ninguém conduzirá este raciocínio até ao aumento do salário mínimo recentemente anunciado, que terá efeitos semelhantes no mesmo tipo de contratos. Se um aumento de 25 € parece não ser muito, pode ser a diferença que vai entre a renovação de contratos a prazo ou a pura e simples dispensa de trabalhadores. Ou seja, em vez de se ganhar mais algum dinheiro, há gente que passa a não ganhar nenhum.
Sobre Maria José Morgado no Mário Crespo Entrevista (2 de 2)
Lembro-me de no Brasil haver políticos denunciados por câmaras ocultas de jornalistas que se faziam passar por pessoas que testavam a transparência dos serviços/cargos públicos e das pessoas que estão à frente deles.
Em Portugal, com toda a sinceridade, o único trabalho jornalístico periódico de investigação criminal, de que tenho conhecimento, é uma rubrica na TVI, no programa Você na TV de um jornalista chamado Hernâni Carvalho.
É estranho não haver programas nem trabalhos que denunciem crimes mas haver tantos profissionais do jornalismo sedentos por publicar sem grande esforço detalhes de crimes.
Conforme diz José Gil, no seu livro Portugal Hoje, O Medo de existir, o espaço em público em Portugal resume-se aos media, são eles que determinam a dimensão pública das coisas.
O jornalismo em Portugal está atalhar caminho, a pendurar-se na alçada da justiça para obter capas e notícias de abertura verdadeiramente bombásticas que muitas vezes se resumem a fogo de vista.
Isto é perfeitamente perceptível se olharmos em retrospectiva e verificarmos a forma como o tempo de antena e o foco saltitam de mediatismo em mediatismo: Casa Pia, Maddie, BCP, BPN, Freeport, esquecendo por completo o caso anterior a cada novo caso.
18.2.09
Mais-Valias
Uns advogam que essa tributação é justa, na medida em que os lucros (quando existam) são fruto da sorte. Argumentam, ainda, que o sujeito passivo pouco ou nada fez para alcançar a mais-valia (lei do menor esforço) e que, por isso mesmo, deve ser tributado. Outros, mais radicais, com o intuito claro de “condenar” quem consegue ganhar dinheiro, entendem que a taxa a aplicar devia ser superior (à volta dos 40%, se não me engano). Visando, segundo estes, a justiça social.
Tenho como certo, que jogar na bolsa, e ganhar, não é uma questão de sorte. Aliás, a julgar pelos livros editados sobre este tema, parece-me evidente toda uma ciência que envolve este jogo. Assim, prefiro ver sobre a perspectiva do risco, isto é, o investidor, quando aplica o seu dinheiro, assume um risco – pode ganhar, é um facto, mas, também pode perder. Ora, faz sentido, sabendo que existe essa incerteza, tributar os ganhos obtidos? A meu ver, não.
Obviamente, até por coerência de ideias, também defendo a extinção do reporte das menos – valias.
Está aberto o debate…
Ainda nem tinha ido já estou de volta
Mark Twain em telegrama à Associated Press
Depois de um breve afastamento, estou de volta. Alegria de alguns, desespero de outros... A verdade é que vão contar comigo para partir alguma louça!
Twitter também dá barulho na politica!
Um comentário feito pelo deputado Pedro Duarte que rapidamente se tornou um topico amplamente comentado pelos twitters.
Vindo Pedro Duarte dizer posteriormente que lhe tinham entrado na conta do twitter.
Pergunto se não existia desculpa melhor? Ou não devíamos todos assumir o que escrevemos!?
Tentei mais tarde encontrar o twitter deste deputado não consegui... será que se desligou?
Se alguém descobrir. Please give me the LINK!
Sonho um dia ter o twitter de todos os deputados, é como ler os seus pensamentos!
E fiquem com o celebre comentário: "Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei, nem quero saber a sua orientação, mas falta-lhe homem"
Palavras para quê? É um deputado e Português!
17.2.09
Sobre Maria José Morgado no Mário Crespo Entrevista (1 de 2)
Inauguro a minha participação neste espaço com uma questão que me apetece colocar e com uma resposta que me desencoraja a isso. De facto, que melhor ponto de partida para falar de política do que estado dela? Não é isso que fazemos quando olhamos para algo de que nos compete falar?
Senhor Primeiro - Ministro, os eleitores não são parvos…
Reforços Sem Filtro
Madeirense jobs for madeirense workers
Esta é a nova medida de Alberto João Jardim. O Presidente do Governo Regional da Madeira raramente desilude quem quer ver show off e populismo em Portugal. Segundo a nova directiva do Governo da Madeira, as empresas só podem contratar 20 trabalhadores extra comunitários e só podem ser preenchidos por cidadãos extra UE se não houver candidatos portugueses e comunitários. Cheira-me que os comunitários só entram nas contas porque era demasiado óbvio barrar a todos os não portugueses trabalho, no entanto a medida não deixa de ser anti-constitucional. Desde que os cidadãos extra UE estejam legalmente em Portugal, não se pode barrar emprego ou colocar quotas. Segundo Alberto João, as obras na ilha já não são as mesma do ano 2000, portanto o governo tem que proteger os madeirenses…
A xenofobia e o racismo de Alberto João não é nada de novo, basta lembrar o episódio dos chineses e indianos que Alberto João protagonizou aqui há uns anos contra esta etnia. No entanto, Alberto João não para de surpreender com a quantidade de racismo e de baboseiras que lhe saem da boca.
16.2.09
Menos Estado, mais uma vez
Apesar de concordar, em certos pontos, com ele, gostava de vos deixar com a resposta que dei ao mail, ao vosso critério.
Também podemos imaginar que todas estas empresas públicas eram privatizadas, com liberdade de concorrência do mercado.
1. Os custos absurdos deixariam de ser suportados pelos contribuintes.
2. Permitiria uma redução substancial nos impostos.
3. O custo dos produtos agora oferecidos por empresas públicas (ex: electricidade), por força do mercado, tenderia a reduzir.
4. Os lucros das empresas seriam ou para reinvestir e modernizar perante a concorrência, benefeciando, assim o consumidor, ou seriam distribuidos pelos accionistas, que os iriam utilizar nos seus gastos privados, dinamizando o processo económico
5. Por último, os accionistas não tolerariam ter gestores que entrassem por "cunha" com salários milionários, mas sim exigiriam os melhores gestores, estando dispostos a pagar o necessário, sendo isso perfeitamente justo...
Medicina no privado
A questão da falta de oferta privada de cursos de medicina parece-me particularmente relevante, e sofre em Portugal de um tabu preocupante e um preconceito inaceitável. Afinal, o que se perderia em ter oferta de cursos privados que, naturalmente, se comprometessem com os requisitos mínimos exigidos aos públicos, e que funcionassem nos mesmos moldes que as outras instituições privadas? Nada.
E, mais do que ser uma arma contra a dita falta de médicos ou para esbater o mesquinho sentimento corporativista que assola a área, a possibilidade de abertura de cursos de medicina no privado configura uma simples questão de lógica, uma vez que na área da saúde existe oferta privada para lá do SNS, e em termos universitários, a generalidade dos cursos vive bem com a concorrência entre instituições públicas e privadas.
Vaya al carajo democracia de mierda

15.2.09
Campanhas Negras…
- CAMPANHA NEGRA, UMA CABALA DA DIREITA!
Dias Loureiro mentiu na comissão de inquérito sobre o BPN e SLN. Afirmando o Expresso com documentos que tem na sua posse, comparando com as suas primeiras declarações.
“Como é que eu vou sair desta? Sou um conselheiro de estado…”
- CAMPANHA NEGRA, UMA CABALA DO EXPRESSO POR EU TER PARTICIPADO EM NEGÓCIOS DO SEMANÁRIO SOL!
Hummmm…
Parece que quando existe alguma coisa difícil de explicar, o exemplo destes ilustres será este.
Quando tiver em algum exame, em que a questão seja complicada para explicar… Acho que irei optar por:
- Esta pergunta faz parte de uma campanha negra para evitar que eu tire uma boa nota. Já me deparei com esta cabala em outros e cada vez suspeito mais disso.
Acham que assim me safo?
Dúvida do dia
Mais uma vez...Secretas!
O que realmente espanta é que ninguém sabe porque o PCM tem acesso à lista, quem a pediu, nada!
O Presidente do Conselho de Fiscalização, do qual já falei aqui, o deputado socialista Marques Junior desconhece completamente, segundo o próprio, esta questão! Mas andam a brincar com quem???
E neste caso, a identidade nem sequer pode ser falsa visto que, segundo a Lei Orgânica do SIED, pode ser dada a operacionais, mas neste caso estamos a falar de quadros da organização!
A promiscuidade continua...